Dia 05 – Autoimagem
Talvez essa
seja a escrita mais difícil.
Falar
sobre mim é muito desconfortável. Só gosto de falar das minhas graduações
PORQUE DEU MUITO TRABALHO CONSEGUIR.
Para
me ajudar nesse texto, recorri a uma busca sobre autoimagem. Talvez eu
desenvolva melhor com um guia de perguntas
1. What you think you look
like?
Eu não sou vaidoso, mas gosto de estar
bem, aparentemente falando. Bem vestido, cabelo cortado, barba feita; embora
acima do peso, não ter o desconforto de usar roupas justas. Há quem diga que eu
sou muito bonito ou que estou muito bonito, mas crescer ouvindo o oposto não
ajuda a aceitar e tomar pra mim essas opiniões. Na adolescência cheguei a ouvir
“eca” de uma colega de turma. Ela não sabia que eu estava ouvindo, lógico!
Porque, na situação, meu nome só foi citado porque eu estava chegando no grupo
e a pauta era sobre com quem ela ficaria do colégio ou não. Lorena sempre foi muito
‘bocão’ e essa reação era esperada por ela, tanto que ela foi instigada a tal.
Só que magoa e reverbera. Quem é de moda diz que a roupa fala por nós. Se for
assim, eu sou muito tagarela. Gosto de estampa, gosto de camisa com frases, embora
prefira calças e bermudas escuras. Se eu pudesse, iria a todos os lugares de tênis.
Ou sandália. Primeiro o conforto, depois o estilo. Sim! Tenho uma gargalhada
alta. Só sei rir assim quando acho algo muito engraçado. Mas até nisso, por vezes,
sou tolhido. Mas também reconhecido. Não me acho atraente fisicamente, mas
intelectualmente sim. Gosto de boas conversas e odeio quem se autoelogia.
2. How you see your personality
Eu acho que eu sou sensível, mas não
sensível de ser emocionado. Sensível de sentir demais, embora expresse de
menos. Eu sinto um certo cerceamento de poder me expressar. Medo de dizer o que
eu sinto ou o que eu penso e ser retaliado por isso. De não ter a devolutiva
esperada. As pessoas não sabem lidar com o inesperado e sempre tentam nos
colocar em categorias que facilitam pra elas a forma de lidar com o outro. Isso
me irrita. Odeio gente lerda, lenta e medrosa. Ou mete a cara e faz, ou é
melhor nem fazer. Desenvolvi o filtro do silêncio, mas não sei segurar os olhos
e as sobrancelhas quando gosto ou não de alguma coisa. Eu penso ser alguém
acessível e disposto a ajudar. Se não sei, penso junto com o outro a descobrir como
saber.
3. What kind of person you
think you are
Eu me vejo como alguém comunicativo. Aprendi isso
trabalhando. Independente de quem chegue a mim, se precisar de ajudar, eu ajudarei.
Se precisar conversar, eu conversarei. Só basta ser sincero e não tentar burlar
nenhum processo. Mais calado de início para observar melhor e aos poucos ir se
abrindo é uma tática que uso por já ter me aberto demais a pessoas que até não me
fizeram mal, mas se aproveitaram para se dar bem. Ainda acho que há algo que eu
não enxergo em mim, mas que acaba afastando as pessoas que eu gostaria de ter
perto. Ou não. Talvez seja o destino atuando e eu pondo em mim a culpa por
isso.
4. What you believe others
think of you
As pessoas acham que eu sou sempre bem humorado, que estou
sempre de bem com a vida, que sempre estou disposto a fazer graça, mas não
sabem o tamanho da máscara que isso é. Eu sou irritado, eu sou impaciente e
expresso esses sentimentos com piadinhas. Sei que sou visto como alguém que detém
certo conhecimento sobre algumas temáticas e, junto ao fato de ser disposto a
ajudar, que está pronto a pensar junto ou até mesmo dar soluções para
determinadas necessidades. As pessoas me veem como alguém confiável, fiel, alguém
com quem se pode falar amenidades e seriedades.
5. How much you like yourself
or you think others like you
Eu
gosto de mim integralmente. Esteticamente, acho que poderia haver melhoras na
pele. Em relação à personalidade, eu acho que é ok. Quando as pessoas me
conhecem, elas entendem com quem estão lidando e sabem me cativar melhor. Acho
que tenho muitas vitórias, ainda que falte apenas uma para que eu me sinta
completo. Acredito que seja respeitado pelos que me cercam sem ser visto como
uma autoridade inalcançável ou que esteja além do possível. Afinal, a função da
gente é ajudar uns aos outros com os conhecimentos que a gente tem.
6. The status you feel you
have
Eu acredito que esteja num status de alguém
confiável. De alguém que se procura para entender processos e achar soluções.
Alguém com quem se pode contar para diferentes necessidades sejam elas de
trabalho ou não. Eu gostaria de ter o status de quem se chama para o lazer
também. Mas um lazer em que eu não seja o motorista ou seja responsável por algo
mais ‘organizacional’ do momento. Pelo menos uma vez ser servido ao invés de
servir.
7. What does self image have
to do with self esteem?
Ainda que eu escreva tudo isso acima e releia e veja que eu
tenho muitos pontos positivos, eu preciso ouvir das pessoas e sentir verdade
nelas de que eu sou aquilo que elas dizem que eu sou. Eu ainda me vejo como
mais um no meio de tantos, ainda que, na Gerência, por exemplo, eu veja que sou
alguém certo que se busca para informações. O que é bom. Mas não sinto firmeza na
plenitude de ser referência para algo. Essa incerteza na autoimagem reflete na
autoestima. Será se eu realmente sou tão interessante como eu acho que seja?
Será se eu realmente tenho algo a dizer além dos assuntos de trabalho? Sigo
fazendo piadas e vivendo como dá.

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